Conheça o setor de organizações sem fins lucrativos

Objetivos de aprendizagem

Após concluir esta unidade, você estará apto a:

  • Antecipar os desafios que podem surgir ao trabalhar com organizações sem fins lucrativos.
  • Falar sobre o Salesforce com as organizações sem fins lucrativos no idioma de preferência delas.

Uma visão mais detalhada do setor de organizações sem fins lucrativos

Para aproveitar ao máximo os superpoderes do Salesforce, é necessário se familiarizar com as organizações com as quais estará se voluntariando. Como a probabilidade de parceria com uma organização sem fins lucrativos é alta, considerando que são as maiores consumidoras pro bono do Salesforce, analisaremos essas organizações mais atentamente.

O setor de organizações sem fins lucrativos é amplo e diversificado. Veja os EUA, por exemplo. Há mais de 1,5 milhão de organizações sem fins lucrativos nos EUA, constituindo 10% da mão de obra nacional e 5,4% do PIB (fonte: Urban Institute). O setor de organizações sem fins lucrativos possui a terceira maior mão de obra do país, perdendo apenas para o varejo e a manufatura (fonte: John Hopkins University).

O setor de organizações sem fins lucrativos inclui organizações com uma ampla gama de missões nas artes e cultura, habitação, segurança alimentar, direitos civis, disponibilidade da mão de obra, desenvolvimento juvenil, saúde, educação, meio ambiente e muito mais.

O ambiente operacional sem fins lucrativos

Imagem de Jimmy Hua, funcionário da Salesforce.

Jimmy Hua, Engenheiro de Softwares de Lead, Salesforce: “Pode parecer simples, mas lembre-se de que seu contato na organização sem fins lucrativos provavelmente desempenha cinco ou seis funções diferentes. Não se esqueça de se colocar em seu lugar antes de tudo.”

Considerando a diversidade do setor, deparamo-nos com uma enorme pluralidade nos ambientes operacionais das organizações. Algumas organizações sem fins lucrativos adotam o uso de uma tecnologia incrivelmente sofisticada e com bons recursos, enquanto outras trabalham com recursos financeiros e conhecimentos técnicos limitados, restringindo-se ao uso de um conjunto de sistemas desatualizados.

Em média, as organizações sem fins lucrativos investem muito menos em tecnologia, sistemas financeiros e outras infraestruturas essenciais (ocasionalmente chamadas de “despesas administrativas”), em comparação com empresas comerciais. A média de organizações sem fins lucrativos gasta de 2 a 8% do orçamento total em infraestrutura, enquanto as empresas comerciais dedicam 25 a 35% de seus orçamentos (fonte: Common Impact).

Você pode estar se perguntando por que as organizações sem fins lucrativos investem menos nas áreas que contribuirão para o seu sucesso a longo prazo. Primeiro, é necessário entender que a maioria das organizações sem fins lucrativos dependem de subsídios ou doações de governos e fundações de indivíduos para pagar por suas operações e infraestrutura. Doadores individuais e institucionais costumam impor restrições no modo como seus subsídios e doações podem ser utilizados por organizações sem fins lucrativos. Infelizmente, os doadores nem sempre enxergam o potencial da tecnologia e outras infraestruturas para gerar impacto social. 

Como resultado de restrições aos subsídios e doações, as organizações sem fins lucrativos costumam ter capacidade limitada para desenvolver e apoiar a tecnologia. Portanto, ao se voluntariar para uma organização sem fins lucrativos, não espere trabalhar com um administrador de sistema dedicado. Em vez disso, você provavelmente estará trabalhando com alguém que chamamos de “também administrador”.

Apresentando o “também administrador”

Imagem de Mike Summersgill, funcionário da Salesforce.

Mike Summersgill, Diretor de Sucesso de Alto Contato, Salesforce: “A administradora de sistemas da minha organização pro bono também estava planejando eventos e tentando recrutar novos membros. Todos os ganhos de produtividade que obtivemos liberaram seu tempo para priorizar tarefas mais importantes.”

O “também administrador” exerce diversas funções distintas, equilibrando-se entre dois ou três papéis diferentes. A seguir conferiremos um exemplo.

Há uma organização sem fins lucrativos em Massachusetts que gerencia uma fazenda de 120 hectares, um grande jardim comunitário e um mercado semanal de agricultores. Também fornece programas de nutrição para famílias de baixa renda na área – e tudo isso com o auxílio de apenas cinco funcionários.

Seu “também administrador” é o Diretor Executivo. Isso mesmo, a pessoa encarregada de administrar a organização! Ele gerencia a diretoria, arrecada fundos para a organização e elabora cartões de agradecimento aos doadores no Salesforce. Seja paciente ao lidar com “também administradores”. Suas responsabilidades são inúmeras.

Você também deve ter em mente que nem sempre os “também administradores” possuem ampla experiência com a gestão de tecnologia. Assim, o conhecimento de produtos do “também administrador” pode ser diferente do que você imaginava.

Provavelmente conhece
Talvez conheça
Provavelmente não conhece
  • Execute relatórios padrão
  • Como efetuar login
  • Insira dados em campos
  • Utilize a pesquisa e o Chatter
  • Aprendendo com o Trailhead
  • Adicionando novos usuários
  • Utilizando perfis padrão e conjuntos de permissões
  • Como usar o assistente de importação de dados
  • Acessando o hub Power of Us
  • Diferença entre Classic e Lightning

  • Utilizando ferramentas de automação
  • Personalizações do aplicativo Lightning
  • Criando páginas de código do Visualforce/Apex
  • Criando e configurando objetos personalizados

Definindo expectativas

Imagem de Eric Schultz, funcionário da Salesforce.

Eric Schultz, Gerente de Produtos Sênior, Salesforce: “Um desafio que enfrentei é a alta expectativa de atingir um desempenho avançado sem a capacidade de mantê-lo. Mesmo ao fornecer instruções sobre o Process Builder, por exemplo, é necessário se perguntar se o administrador do sistema dispõe de tempo para mantê-lo e qual seria o plano se este administrador for embora.”

Os administradores também desejam aprender recursos mais avançados, como o Process Builder, mas podem não entender o nível de esforço exigido para seu desenvolvimento e manutenção. Parte de seu papel como voluntário pro bono consiste em ajudar a organização a tomar decisões informadas. 

Você também deve incentivar o “também administrador” a explorar o hub Power of Us. Conforme discutido na unidade 2, o hub é um ótimo recurso para resolver problemas específicos para organizações sem fins lucrativos e instituições educacionais. Você também pode direcioná-los a participar de um Trailblazer Community Group local.

Entendendo a terminologia das organizações sem fins lucrativos

Digamos que você acorde com uma sensação estranha e formigamento no braço em certa manhã. Você decide ir ao médico. Ela verifica seus sinais vitais, examina seu braço e diz: “certo, parece um caso de parestesia causado por dormência”. Você entra em pânico.

Mas, por qual razão? Seu médico estava simplesmente dizendo que a sensação em seu braço (“parestesia”) surgiu porque você depositou o peso do seu corpo nele ao dormir (“dormência”). Não é nada demais!

As palavras importam. Conheça a terminologia e entenda o modo como sua organização fala sobre o trabalho que desenvolve.

Por exemplo, no setor sem fins lucrativos, as organizações beneficiam-se das oportunidades para rastrear subsídios e doações, o que é semelhante ao modo como as empresas rastreiam oportunidades pelo pipeline de vendas para fechar um negócio. Aqui estão os objetos e definições mais importantes do Nonprofit Success Pack (NPSP) a serem conhecidos.

Contatos
Indivíduos com os quais as organizações sem fins lucrativos interagem incluem doadores, clientes, voluntários, membros da diretoria e funcionários.
Conta da “família”
Um tipo de registro especial que agrupa contatos (“membros da família”) em um endereço físico e agrega doações feitas por estes membros.
Conta da “organização”
Um tipo de registro especial para organizações que apoiam o trabalho de uma organização sem fins lucrativos, incluindo fundações, patrocinadores corporativos, agências governamentais e fornecedores.
Afiliação
Conecta contatos a organizações. Por exemplo, você criaria uma afiliação entre o registro de contato de um doador e o registro da conta do empregador utilizando o objeto Afiliação.
Relacionamento
Conecta contatos. Por exemplo, você criaria um relacionamento entre os registros de contato de marido e esposa utilizando o objeto Relacionamento.
Oportunidade
Transações financeiras, incluindo doações, subsídios, contratos e patrocínios corporativos.
Doação recorrente
Rastreia doações cujo envio foi prometido por determinado período. Por exemplo, você rastrearia doações mensais com o objeto Doação recorrente.
Créditos indiretos
Um crédito indireto é um crédito para uma doação que um contato ou doador realmente não fez, mas sobre o qual exerceu certa influência. Por exemplo, um doador receberia créditos indiretos pela doação correspondente de seu empregador.
Campanha
Qualquer esforço de divulgação direcionado a um grupo de contatos, como uma carta de solicitação de doação, lembrete de registro de classe, envio de relatório anual, boletim informativo por e-mail, etc. Ou qualquer esforço de divulgação ou evento especial, como uma festa de gala anual.

E os leads? Bem, os leads só devem ser usados se o objeto for adequado para um processo de negócios existente. O objeto está disponível no NPSP, embora muitas organizações sem fins lucrativos optem por não fazer uso de leads.

Ao entender a terminologia das organizações sem fins lucrativos, você estará no caminho certo para se tornar um grande voluntário pro bono. Na próxima unidade, apresentaremos exemplos de como as organizações sem fins lucrativos utilizam o Salesforce no trabalho diário.

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