Fazer da responsabilidade parte da sua prĂ¡tica de design
Objetivos de aprendizagem
ApĂ³s concluir esta unidade, vocĂª estarĂ¡ apto a:
- Definir responsabilidade empresarial.
- Definir responsabilidade social.
- Descrever a estrutura que as organizações podem usar para demonstrar o valor comercial do design.
- Identificar considerações-chave para a incorporaĂ§Ă£o de valor social ao processo de design.
Com o dever vem a responsabilidade
Com o grande privilĂ©gio e o dever de usar o design para mobilizar tanto o valor social quanto o comercial vem a responsabilidade. VocĂª pode pensar nessa responsabilidade de duas maneiras.
- Responsabilidade empresarial envolve mĂ©tricas de relatĂ³rios, como o mercado de um produto e o desempenho dos lucros, para conectar o trabalho interno de uma organizaĂ§Ă£o a coisas como receita e otimizaĂ§Ă£o.
- Responsabilidade social envolve assumir a responsabilidade pela forma como as decisões e atividades de negĂ³cios afetam a sociedade, incluindo como elas criam um impacto positivo. A responsabilidade social tambĂ©m consiste em mitigar eventuais impactos prejudiciais de um produto ou serviço.
Mas como as organizações podem criar tanto o valor social quanto o comercial e a respectiva responsabilidade no processo de design e construĂ§Ă£o? Para responder a essa pergunta-chave, vamos começar olhando para uma estrutura usada na Salesforce para ativar o valor comercial do design.
Além do técnico
Para integrar intencionalmente o valor comercial ao processo de design, o diretor de design do Salesforce Experience, Jeroen van den Eijkhof, e sua equipe geralmente começam com uma pergunta-chave: qual é o resultado comercial que queremos que um produto ou serviço alcance?
Esse resultado vai alĂ©m das metas tĂ©cnicas ou funcionais do produto, como caracterĂsticas especĂficas ou pĂºblico-alvo, chegando a resultados e valores de longo prazo, como a criaĂ§Ă£o de uma vantagem competitiva Ăºnica e inovadora. Quando eles conseguem alinhar seu trabalho a um valor sustentĂ¡vel e de alto nĂvel que eles querem que um produto ou serviço alcance, Ă© possĂvel criar impacto mensurĂ¡vel.
Jeroen e sua equipe tambĂ©m usam uma estrutura especĂfica de quatro etapas para garantir a ativaĂ§Ă£o do valor comercial do design durante seu processo de design. Assista ao vĂdeo abaixo para saber mais sobre essa estrutura.
Resumindo, Jeroen e sua equipe mobilizam o valor comercial do design em quatro etapas.
- Assumir uma mentalidade empresarial: a compreensĂ£o clara dos resultados e do valor a longo prazo que uma organizaĂ§Ă£o quer que um produto ou serviço alcance.
- Encontrar um ponto de partida. Em outras palavras, como Ă© o valor comercial do design em uma organizaĂ§Ă£o? Anteriormente, vocĂª aprendeu que as organizações podem perceber o valor comercial do design por meio de processos internos melhorados ou experiĂªncias externas que criam mais eficiĂªncia e satisfaĂ§Ă£o para os usuĂ¡rios e suas redes. A maneira especĂfica como as organizações alcançam o valor comercial varia, ou seja, Ă© fundamental entender como Ă© o valor comercial para determinada organizaĂ§Ă£o.
- Aplicar um processo de integraĂ§Ă£o para atender ao valor comercial do design. A implementaĂ§Ă£o de um mecanismo de entrega da visĂ£o de uma organizaĂ§Ă£o permite que ela integre o valor comercial do design em seus processos organizacionais.
- Considerar a maturidade do design, o nĂvel em que o design opera dentro de uma organizaĂ§Ă£o, para determinar o impacto que os designers de uma organizaĂ§Ă£o tĂªm. Por exemplo, uma organizaĂ§Ă£o em que o design Ă© essencial para sua estratĂ©gia de crescimento provavelmente causarĂ¡ mais impacto ao colocar a estrutura de valor comercial em toda a organizaĂ§Ă£o.
Quando as organizações usam essa estrutura para focar no valor comercial desde o inĂcio, elas tambĂ©m podem integrar metas comerciais, como os indicadores-chave de desempenho (KPIs), e correlacionĂ¡-las com o impacto de um produto ou serviço. Isso cria maneiras especĂficas de informar sobre o valor comercial de um produto ou serviço, a responsabilidade empresarial em aĂ§Ă£o.
Incorporar valor social e responsabilidade
As organizações podem usar uma estratĂ©gia semelhante, intencionalmente incorporando valor social ao processo de design desde o inĂcio para criar responsabilidade social. Lembra como vocĂª aprendeu anteriormente que a Bloomington Caregivers usou a prĂ¡tica de design de relacionamento para incorporar valor social e comercial ao processo de design do novo aplicativo? Vamos dar uma olhada mais de perto em como a organizaĂ§Ă£o gerou valor social e responsabilidade com design.
Para garantir que levaria em conta todos os pontos cegos em relaĂ§Ă£o aos impactos de aplicativo sobre os usuĂ¡rios e suas comunidades, a Bloomington Caregivers criou um conselho consultivo diversificado. A Bloomington Caregivers trabalhou com o conselho usando seu conhecimento e sua experiĂªncia vivida para embasar e impulsionar as principais decisões de design sobre como tornar seu aplicativo mais inclusivo. Com esse processo, a Bloomington Caregivers intencionalmente garantiu que seus esforços de inclusĂ£o seriam mais do que um simples detalhe, incluindo o feedback do conselho desde o inĂcio e durante todo o processo. AlĂ©m disso, a Bloomington Caregivers garantiu que nĂ£o estava fazendo compensações com esses esforços, mantendo o foco no valor social de longo prazo ao mesmo tempo em que equilibrava preocupações comerciais muito reais no dia a dia.
Valor social desde o inĂcio
Em suma, quando as organizações nĂ£o aproveitam o tempo para investir na criaĂ§Ă£o de valor social como parte de seu processo de design desde o inĂcio, sua capacidade de adicionar essas considerações em um ponto intermediĂ¡rio ou no fim fica difĂcil e sai caro. Mas quando as organizações estabelecem uma meta de impacto social positivo no inĂcio, elas podem implementar iniciativas internas para garantir que serĂ£o responsĂ¡veis.
A seguir, veja um processo que as organizações podem usar para criar impactos sociais positivos, considerando e abordando as consequĂªncias potenciais de um produto ou serviço durante o processo de design e construĂ§Ă£o: verificaĂ§Ă£o de consequĂªncias.